INDEPENDÊNCIA DO HAITI

Introdução

A independência do Haiti foi um movimento feito por africanos escravizados e negros libertos, com início em 1791, sempre com o objetivo de lutar pela a independência da ilha, libertação de escravizados negros, além da conquista de direitos e igualdade entre brancos e negros.

Nesses quesitos, vale a pena ressaltar como o Haiti foi ocupado por franceses que controlaram a parte ocidental e rebatizaram a ilha de São Domingos. A presença francesa se deu gradativamente a partir do século XVI, quando a região ainda era conhecida como Hispaniola e estava sob posse de espanhóis, começou a ser ocupada por corsários franceses. A partir disso, Espanha e França assinaram o Tratado de Ryswick, que cedia de maneira oficial a parte oeste de Hispaniola para os franceses, enquanto a parte oriental ficaria para os espanhóis.

Influências

  • Revolução Francesa: Além de disseminar o conceito de cidadania, na atual bandeira do Haiti que é composta pelas cores azul, branco e vermelho, além do gorro no brasão, elas representam o principal lema da revolução francesa: "liberdade, igualdade e fraternidade". Também, os ideais de igualdade entre os homens, como principal ideologia do movimento, inspirou as lutas pela liberdade e direitos como cidadão.
  • Iluminismo: É a influência ideológica do processo de independência do Haiti, por conta da defesa da igualdade entre seres humanos, independentemente da raça ou etnia; liberdade individual e direitos humanos foram ideias que inspiraram os líderes Toussaint Louverture e Jean-Jacques Dessalines a lutar pela libertação da colônia francesa e pela abolição da escravidão; as críticas ao absolutismo e despotismo inspiraram mais uma vez os lideres a desafiar o domínio francês do território e estabelecer um governo independente e democrático, após sua independência.
  • Bloqueio Continental: Esse bloqueio afetava diretamente as colônias francesas e suas economias, por conta da dependência dos comerciantes franceses com o comércio com a França e outras colônias; foram criadas alianças externas e estratégicas com potências à influência napoleônica, por exemplo, o Reino Unido e os Estados Unidos; além disso, essa situação levou a França a permitir uma autonomia maior, fazendo com que os movimentos revolucionários aumentassem cada vez mais.

Características do Haiti

O sistema colonial imposto pelos franceses foi o plantation (grandes fazendas), sendo cultivadas por africanos escravizados que produziam gêneros tropicais, como por exemplo, o fumo, algodão, rum e açúcar.

Além disso, era um grande exportador de açúcar, sendo controlado por uma pequena elite de brancos proprietários de terra, responsáveis pela exploração da predominante mão-de-obra escrava do local. Por conta dessas atividades, o Haiti ou São Domingos, como os franceses chamavam, se transformou em uma das colônias mais prósperas do mundo, sendo inclusive conhecida como "pérola das Antilhas".

A população era formada por 7% sendo colonos brancos e 87% eram negros. Enquanto a elite vivia luxuosamente, os escravos sofriam por fome, doenças e maus-tratos, tento um alto índice de mortalidade entre eles. Por conta dessas situações opressivas, os trabalhadores escravizados planejavam fugas e formação de quilombos. Assim, começando a organizar levantes com grandes proporções que serão fatores para o processo de independência. 

Processo de revolução à independência 

A Revolução Haitiana teve início em 1791, quando os escravos se rebelaram contra os franceses, por serem vítimas de maus-tratos, doenças e fome, enquanto os grupos de elite viviam luxuosamente na ilha. Mas não foram apenas os escravos que se rebelaram, havia também os negros libertos, que lutavam pela igualdade de direitos entre brancos e negros.

Ao mesmo tempo que os jacobinos assumiam o poder na França e aboliam a escravidão nas colônias francesas, em 1794, liderados por Toussaint L'Ouverture, os levantes iniciados anteriormente, ganhavam cada vez mais força. Com isso, os escravos passaram à condição de libertos. L'Ouverture conquistou o poder na parte ocidental e em seguida, apoderou-se da parte oriental, pertencente à Espanha, onde também foi abolida a escravidão.

Apesar das tentativas de reorganização da economia, Toussaint sofreu oposição por parte dos senhores brancos, dos mestiços e ainda dos libertos que não queriam trabalhar nas fazendas de seus antigos senhores. Enquanto isso, na França, Napoleão Bonaparte reassume o poder, anula a abolição dos escravos e além disso, enviou um exército para retomar São Domingos. Por conta disso, as forças invadiram a ilha, prenderam o líder e o enviaram para a França, onde foi torturado e morto.

Contudo, as lutas pela independência continuaram a comando de Jean-Jacques Dessalines, antigo general do exército do antigo líder. Utilizando o lema "Liberdade ou morte!", o exército de Dessalines conseguiu derrotar os franceses e proclamar a independência, no dia 1 de janeiro de 1804.

Conclusão

A história da independência do Haiti é um fenômeno muito singular, pois foi a única vez que uma rebelião de escravos foi vencedora e ainda promoveu a independência de um país. Apesar das consequências, como por exemplo, milhares de mortes e uma grande perda econômica, a República do Haiti foi a primeira nação da América a abolir a escravidão e a segunda a se tornar independente. Além disso, as lutas dos negros escravizados serviram de exemplo para outras nações, a partir do haitianismo, isto é, medo de levantes de escravizados bem-sucedidos.

Crie seu site grátis! Este site foi criado com Webnode. Crie um grátis para você também! Comece agora